sábado, 2 de janeiro de 2016

Até aqui.

Perde-se tempo e demanda-se energia com diversas reações descabidas. Estes são apenas consequencias de sintomas. Incômodos são apenas sintomas, e embora a lógica não seja nova, é a primeira vez agora, que a admite sob um ponto de vista mais abrangente. 

Sintomas não são, necessariamente, causas. A partir disso surge a necessidade de incidir sobre as causas a fim de minimizar os efeitos primários e subsequentes. Caracterizar os sintomas é relevante, mas perceber que a causa reside nos questionamentos envolve risco significativo. Perceber que a causa de uma inquietação de ordem psicológica é tão basal, pode gerar perda de rumo. Há quem precise de algo concreto e vez que alicerces do próprio equilíbrio psicológico não podem ser externalizados e ganhar forma, há quem não vá tão fundo, pelo medo de perder-se e não mais se encontrar. Há por outro lado, quem consiga nadar no mar das incertezas, e da flexibilidade, permitindo-se se aprofundar em seus questionamentos.  

Por limitações próprias e também por desejo, idéias, planos e expectativas rígidas já não refletem a ideia de equilibrio. Não se opta por não questionar, nem por nadar nesse mar de incertezas. Embora sejam feitos planos e perspectivas aparentemente rígidas e sólidas se mostrem como fruto, tem-se nelas mais o sentido apontado pela agulha de uma bussola, do que como um pilar. 

Em meio aos frutos do cruzamento das diversas situações cotidianas e a responsividade individual, percebe-se que há vulnerabilidade em tomada de decisões e não há demérito em ter de alterá-las. É nesse ponto em que se percebe que flexibilidade mais tem a ver com equilíbrio e adaptabilidade do que com rigidez. 

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